O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica – Edição 2016

A terceira edição do estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica –2016”, uma iniciativa do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (IDEAL) e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ), foi lançado no dia 25 de outubro, às 10 horas, no Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da UFSC, em Florianópolis e, online, no canal do IDEAL no Youtube.

Fruto de representações gráficas e análises realizadas a partir de questionário respondido por mais de 300 empresas brasileiras do setor, o estudo pioneiro no país apresenta o desenvolvimento do mercado e identifica os desafios no processo de conexão à rede de micro e minigeradores fotovoltaicos, no âmbito da RN 482/2012 da ANEEL. Para o público internacional, a edição traduzida ao inglês, será lançada em novembro deste ano, no Rio de Janeiro. Acompanhe nossos canais para mais informações.

O estudo completo está publicado em http://institutoideal.org/biblioteca/. Os patrocinadores que viabilizaram a realização da edição deste ano são: Engie Solar, Intersolar South America, Renovigi, SICES Brasil, DYA Energia Solar, PHB, EBES, Solar-e e WEG. 

O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica - Edição 2017


O Instituto IDEAL vem acompanhando o setor fotovoltaico brasileiro, disseminando informações e incentivando o uso da energia fotovoltaica (FV) desde 2007, por meio do Programa América do Sol. No âmbito desse programa foi criada uma plataforma de conhecimento digital que inclui ferramentas e ações com diferentes atores: consumidores de energia, proprietários de sistemas FV, instaladoras, projetistas, fabricantes, revendedoras, instituições sem fins lucrativos, entre outros.

Parte integrante do programa América do Sol, e juntamente com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK-RJ), a pesquisa “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica” chega à sua quarta edição em 2017. O Estudo tem o intuito de documentar, acompanhar e trazer sugestões ao setor de geração distribuída FV no Brasil.

Como a pesquisa se refere ao que ocorreu nesse setor em 2016, é o primeiro ano que o Estudo concerne a um mercado posterior às mudanças feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na REN 482/2012 por meio da publicação da REN 687/2015. A edição da Resolução Normativa (REN) 482/2012, da ANEEL, permite ao proprietário de um gerador de fonte renovável com uma potência de até 5 MW injetar na rede elétrica a energia que não for consumida no momento da geração, recebendo créditos (em kWh) na sua conta de luz. O consumidor, assim, paga a cada mês somente o valor da diferença entre a energia consumida da rede pública e a que foi gerada por ele.

Essa resolução foi aprimorada pela Resolução Normativa (REN) 687/2015, que entrou em vigor em março de 2016. Entre as mudanças que passaram a vigorar no ano de 2016 estão os aumentos da potência máxima dos geradores de energia (de 1 MW para 5 MW) e do prazo de validade dos créditos na conta de luz (de 36 para 60 meses). Cinco anos após a regulamentação da micro e da minigeração distribuídas de energia pela ANEEL, o Brasil chegou à marca de 10 mil conexões.

A fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar fotovoltaica, com 9.910 adesões, seguida da eólica, com 48 instalações. Como uma conexão pode atender a mais de uma unidade consumidora hoje, 11.189 delas usam energia a partir da micro e da minigeração distribuídas (ANEEL, 2017).

No Brasil, até maio de 2017, 22 estados já isentam o pagamento do ICMS sobre o excedente de energia elétrica produzida por sistemas de geração distribuída, a partir da adesão ao Convênio ICMS 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autoriza os governos estaduais a isentarem o ICMS sobre a energia injetada na rede e compensada na micro e minigeração distribuída. O Centro-Oeste é a segunda região do País a adotar a medida, pois o Nordeste foi a primeira a completar a adoção do benefício para a população e empresas (ELETRICIDADE MODERNA, 2017).

Clique aqui e faça o download da publicação