Reavivamento do setor brasilieiro de óleo e gás continua para os próximos anos

Conforme informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os negócios do setor de petróleo e gás no Brasil movimentaram cerca de R $ 22 bilhões (cerca de US $ 5,6 bilhões) nos últimos dois anos. Em 2018, foram investidos mais de R$ 57 bilhões em óleo e gás, e no período de 2019 a 2021, em média, serão mais R$ 72 bilhões por ano, de acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Oddone afirma que, durante 2016, 2017 e 2018, havia 3.000 blocos de petróleo e gás sendo contratados globalmente, em 100 leilões em 82 países. De acordo com Wood Mackenzie, os 72 blocos ofertados no Brasil que foram contratados responderam por US $ 7 bilhões do total de US $ 9 bilhões em bônus de assinatura. Isso significa que 75% de todos os bônus de assinatura pagos no mundo, de 2016 a 2018, foram pagos no Brasil. É, sem dúvida, um resultado extraordinário, e destaca a importância de ter um mercado aberto que levou a um interesse continuado dos IOCs em investir no mercado brasileiro de petróleo e gás em geral, e especialmente em peças de pré-sal em águas profundas.


Rio de Janeiro – capital brasileira do setor de óleo e gás

Só no estado do Rio, foram produzidos aproximadamente 70% do óleo do país e 50% do gás natural.  O Rio se manterá como principal pólo atrativo nos próximos anos. “Estão previstas instalações de 16 sistemas de produção offshore e o início de mais de 14 projetos de produção offshore até 2023”, informou Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Leilões agendadas para final de 2019

Em 2018, a 15ª Rodada de Licitações aqueceu toda indústria de petróleo no país, trazendo grandes empresas internacionais, onde se destacaram arrematando os principais blocos exploratórios de petróleo no Brasil. Diante deste ponto positivo para o mercado, a 16ª Rodada foi autorizado no final de 2018, que está previsto para o segundo semestre de 2019.

São previstos que, para a 16ª Rodada no regime de concessão serão ofertados 42 blocos nas Bacias Sedimentares Marítimas de Pernambuco-Paraíba, Jacuípe, Camamu-Almada, Campos e Santos, totalizando 29,91 mil km² de área. Já a 6ª Rodada de Partilha oferecerá os blocos Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário, na Bacia de Santos, e Norte de Brava, situado na Bacia de Campos.

Além disso, uma lista de campos devolvidos à União e blocos exploratórios ofertados em licitações anteriores, mas que não foram arrematados, serão colocados à disposição do mercado pela agência reguladora de forma permanente. A ideia, que já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), é que essas áreas devolvidas ou que não foram contratadas possam voltar ao mercado sem serem incluídas nos grandes leilões.

Segundo Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a oferta permanente de áreas exploratórias vai aquecer a dinâmica da indústria de óleo e gás no país em quatro a cinco anos. “Esperamos que entre quatro e cinco anos tenhamos uma indústria mais dinâmica”.

Stefanie Börner Falcão
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