Acordo de livre comércio do Mercosul e União Europeia

No dia 28 de junho, foi selado o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após 20 anos de negociações e impasses entre os países integrantes dos blocos, devido a questões políticas. De acordo com a Confederação Nacional de Indústrias (CNI), a área de livre comércio formada soma cerca de R$ 20 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e um mercado de, aproximadamente, 780 milhões de pessoas em 32 países.

O tratado entre os blocos reduzirá ou irá zerar as tarifas de forma mais acelerada e eliminar outras barreiras para importação e exportação. A previsão é de que, em dez anos, a União Europeia zere as tarifas de importação de 92% dos produtos do Mercosul. Enquanto, o bloco sul-americano vai zerar impostos de 72% dos importados da Europa.

Segundo Robson Andrade, presidente da CNI, o acordo pode representar o “passaporte para o Brasil entrar na liga das grandes economias do comércio internacional”. A previsão do governo brasileiro é que, até 2035, haja um incremento de investimentos no Brasil de US$ 113 bilhões e um acréscimo nas exportações para a UE em torno de US$ 100 bilhões.

As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação dos produtos industriais. Com isso, a concorrência com outros parceiros comerciais, que já possuem acordos com o bloco europeu, ficará equiparada. Também há a expectativa de que a diminuição de barreiras e o alinhamento das regras impulsionem o fluxo do Brasil nas cadeias globais de valor, contribuindo para movimentar a economia a partir da geração de novos negócios.

O acordo ainda não está em vigor e precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu, os 28 membros da UE, e pelas casas legislativas de cada membro do bloco. Os negociadores avaliam a possibilidade de que a regra entre em vigor assim que o primeiro país do Mercosul aprovar os termos. Há uma estimativa de que o processo de ratificação do acordo comercial leve pelo menos três anos.

Fontes: G1, Infomoney, Folha de S. Paulo